Peregrinos protegidos do frio à espera da Pooja no topo do templo do Adam’s Peak.
Em viagem: Sri Lanka e Maldivas.
Já se chamou Taprobana, Serendib e Ceilão. Em 1972 voltou a adoptar o nome original - Lanka - ao qual juntaram o prefixo Sri, que expressa resplandecência e bons auspícios. A terra do chá, das paisagens maravilhosas, das praias enfeitadas com coqueiros e dos templos coloridos tem tudo para ser um paraíso terrestre. No Sri Lanka, só falta o bom entendimento entre cingaleses e tamil. Apesar dos problemas de segurança que têm afectado o Sri Lanka, o país continua a ser um extraordinário destino de viagem. As cidades de antigas de Anuradhapura, Polonnaruwa e Sigiriya - relíquias da Era Dourada do Sri Lanka -, o Parque Nacional Yala, a cidade fortaleza de Galle e as praias do Sul do país, para além da capital Colombo, são motivos mais que suficientes para pensar que vale a pena. Depois para completar umas férias de sonho e para relaxar nas suas praias magníficas, fazer mergulho ou passear de barco.... as Maldivas! Durante um longo período, a República das Maldivas foi um dos segredos mais bem guardados do mundo; uma cadeia de ilhas baixas de coral no Oceano Índico, um paraíso para os mergulhadores, entusiastas dos desportos aquáticos e amantes do sol. Terminamos por aqui antes que as alterações climáticas as levem. Vamos de viagem. Prometemos contar tudo.
Idaho Great, o juízo final
Regressava de mais uma gloriosa batalha, como das outras vezes, ele e o seu exército, tinham realizado uma performance notável, digna de um grande lutador. Capitão de batalhas e tréguas, Abílio Jirinofski, tinha um estatuto ímpar nos lutadores do universo e há muito que tinha ensinado os seus opositores a respeita-lo, de tal forma que já poucos existiam. A batalha ganha neste Setembro do ano de 2078 tinha-o consagrado um verdadeiro Mestre das Governações da Terra, e as dúvidas que pudessem existir tinham sida desfeitas. A terra passava um período difícil, as constantes mudanças provocadas por gerações descuidadas acrescentavam mais um passo à sua destruição, encurtando o caminho para o seu fim. Há muito que se tinham perdido os bons hábitos da década de 90, já não se ouvia falar de musica, quanto mais ouvi-la, as sucessivas ondas dos “entas”, já iam bem longe, sem que outras as substituíssem. De Manchester ou Seattle, já só os bastante antigos se lembravam, para não falar de coisas boas como, Cole, Cohen, e Cale, ou do mito, Bjorg. O verde já quase que não havia, a Terra era uma bola cinzenta, onde já não havia países, mas Governações, lideradas por homens austeros, que impunham ao seu povo o que outrora foi precioso, e que hoje era uma tortura total. Trabalho e mais trabalho era agora o lema, não a qualquer tipo de diversão, quais músicas, quais saídas à noite, nada, apenas trabalho. Homens como o nosso Capito Jirinofski, tinham tornado o mundo feio, sem piada, sem desportos radicais, sem música, sem borgas, sem nada. A batalha de hoje tinha sido num local onde noutros tempos havia uma grande e magnifica cidade, nos tempos que se vivia a sério, que se ia à praia, e se bebiam uns copos nas explanadas. A razão tinha sido mesmo essa, uma governação demasiado permissiva, que deixava o seu povo trabalhar e ainda divertir-se alguma coisa. Tal facto indignou profundamente, no só o Capitão Jírinofski, como todo o conselho das governações terrestres, desencadeando a dita batalha. De regresso, Abílio Jirinofski, no seu avião Air Extra Sonic, olha ao seu redor e vê que tudo está a ficar vermelho; pensou em primeiro lugar, que devia ser sua impressão, pois havia travado forte batalha, que o deixara exausto. Mas não. Ao seu redor, o que era vermelho foi aclarando passando a laranja, e de laranja a amarelo, um amarelo tão forte e intenso que o fez fechar os olhos por breves instantes. Foi ai que sentiu um forte embate, e ao abrir os olhos, encontrando-se ainda no coquepit do seu Air Sonic, estava sem efectuar qualquer comando, a aterrar. A máquina parou sem qualquer manobra. Olhou em volta, esfregou os olhos, e voltou a olhar! Tudo era diferente, nada era como o que estava habituado. Onde estaria? Perguntou a ele mesmo. Será que tinha morrido? Mas sentia-se tão vivo, e também não podia estar a sonhar. Já fora do Sonic, e após alguns passos, a paisagem estendia-se a perder de vista com o mar a cintilar, o brilhar do sol que se lhe impunha, intrigam-no cada vez mais. Sendo um conhecedor do Mundo, garante que naquelas paragens já mais havia estado. Poucas alternativas tinha senão seguir a estrada, longa e aparentemente sem fim, que ladeava o campo verde onde tinha aterrado o seu Sonic. Assim o fez. O Sol parecia brilhar cada vez mais, ou então era a sua fraca preparação física que começava a dar sinal. A fadiga era cada vez uma barreira mais difícil de transpor. Parou. Respirou fundo, olhou em frente, e já quando tinha desviado o olhar e se preparava para dar o próximo passo, voltou a olhar. Embora tenha duvidado, os seus olhos não lhe tinham mentido, ao fundo um aglomerado de casas se avistava. Abílio Jirinofski, parte, parecendo ter forças renovadas. As cores alegres dos edifícios deixam Abílio boquiaberto, questionando-se cada vez mais sobre o local onde estaria. A primeira referência - Idaho Great, Agora sim! Intrigado, baralhado e só para ele, sim, porque a um homem forte como Jirinofski, não fica bem dizer estas coisas… com medo. Fazia horas que andava às voltas, neste local, que parecia deserto. Sentou-se! O cansaço acumulado, fê-lo passar pelo sono, que um barulho estridente fê-lo acordar. Já todas as janelas estavam abertas e já circulavam pessoas na rua. Pessoas bonitas, com boas cores, fortes e saudáveis, que muito pouco tinham a ver com a Terra de 2078, do nosso Capitão Jirinofski. Ganhou coragem e questionou um homem que passava, sobre este estranho local. Depois de o olhar com ar desconfiado, explicou-lhe que se tratava de um lugar único, onde só estavam pessoas que tenham desempenhado papéis fundamentais na existência da Humanidade. Jirinofski questionou, Como por exemplo? Músicos, desportistas, exploradores, e alguns políticos, exclamou o homem. Jirinofskl perguntou ainda, então que faço eu aqui? O homem sorriu, ele próprio já tinha feito à um tempo esta questão a si mesmo. Pausadamente, este homem da mancha na careça que outrora tinha sido um político de mudança, convida-o a sentar e inicia a sua explicação. Diz-lhe que para este lugar ilustre só vêm grandes homens que aqui ficam para trocar experiências, para fazer nascer uma super sociedade, que um dia irá salvar a Terra. Todos chegam assim, sem saber porquê! Exclama. Mas nem todos ficam, a nobreza que os faz chegar, também pode ser de maldade, é a sua resistência á prova, que determinará se ficam ou não. Se for fraca, terão de partir. Prova! Qual prova? Pergunta Jirinofski. O homem explica: Cada um que chega é submetido a uma prova, um desafio, entre ele, e um dos nossos, alguém muito bom escolhido para o efeito, no seu caso, também um lutador, como o senhor. E se eu perder? Nesse caso volta para o lugar onde veio, voltará a nascer, ocupando o lugar mais baixo que existir, para não prejudicar o bom funcionamento do planeta. Ser assim do povo! Exclama assustado. Sim, ou escravo se existir, para que não possa Influir no poder, uma vez que não o merece. O homem abandona-o, ficando Jirinofski sem palavras para fazer qualquer comentário. A sua bravura não o deixa desistir, pois também não o podia fazer. Restava-lhe apenas aguardar até ao dia da decisão do seu parceiro de luta. Pouco havia para fazer neste local e rapidamente chegou o veredicto. O Capitão Abílio Jirinofski teria que se defrontar com o Infante D. Henrique. Setecentos anos depois do seu nascimento persistia um homem de espírito bravo, movido pela paixão de conhecer e pelo espírito de aventura. Já distante do cruzado que foi, há muito que se tinha deixado de naus e se voltara para outras aventuras. Ao parceiro de batalha tinha ainda sido deixada a tarefa de escolher a prova. O Infante sofreu as influências dos seus tempos, quando a vida era ela própria uma aventura. Por isto e para ele, agora só qualquer coisa igualmente arriscada e também de aventura. O infante escolhe um salto de “bungee jumping” de uma grande ponte, com direito a mergulho e tudo. Confiante, Jirinofski recebe a notícia, e de pronto tremeu dos pés à cabeça. Mal preparado fisicamente sabia que não ia resistir, desporto, era actividade que não constava na sua vida de grande líder de batalhas. O grande dia chegou, e ao ver caminha o na sua direcção Infante, perdeu qualquer tipo de ilusões. Então, é você que vai saltar comigo! Muito bem! exclama do Infante. Jirinofski estava gelado. Apesar de não estar habituado a ter receio das coisas, na verdade também nunca se tinha visto tão só, sem soldados, sem o seu Air Extra Sonic, sem armas, sem nada. Estava verdadeiramente entalado. O assistente do Infante, um homem de aspecto sempre jovem, músico de profissão, em tempos famoso por baladas e canções de rádio, inicia os preparativos. Primeiro o Infante, cinta de apoio, uma perna, outra perna, ilhós do elástico, já está. Agora o grande Capitão Abílio Jirinofski. Sting inicia o mesmo processo, cinta de apoio, uma perna, outra perna. Ilhós do elástico, 0K, pronto para saltar. Tudo pronto, Um, Dois, ... Abílio Jirinofski fixa o rio lá em baixo, ao mesmo tempo que perde todas as suas forças. O negro brilhante do rio, quase que o cega, e este mesmo negro, passa a um tom rosa, de rosa a vermelho, de vermelho a laranja e de laranja a um amarelo tão forte que o obriga a fechar os olhos. Derrotado. Não teve tempo para pensar em nada e abre os olhos. Em vez de elástico à cintura tinha o seu arnês de protecção de sempre, a paisagem parecia menos bonita, apesar do sol brilhar em fim de dia no horizonte. Estava apenas no cimo da ponte, com um martelo pneumático na mão. Desta vez, não necessitou de se questionar muito, tinha sido vencido pelos sonhos. O velho Capitão Abílio Jirinofski, não é mais Capitão e muito menos o Mestre das Governações da Terra, é apenas um operário, como tantos outros, nesta ponte que parece não ter mais fim.
Se puderem façam este pequeno GRANDE exercício:
Vejam para além das nuvens
Vão até ao vosso limite (sem medos!)
Ofereçam conhecimento
Aclarem os pensamentos
Olhem
Olhem de novo
Descubram novos trilhos, que valha a pena percorrer.
A minha primeira vez?
.....de volta da Malásia
EM VIAGEM: Malásia, Truly Asia

À primeira vista, é uma verdadeira confusão. A Malásia fica numa península no sul da Ásia, banhada de um lado pelo Mar da China Meridional, do outro pelo Estreito de Malaca. Mas esta ideia só é válida para uma parte do país (a que está no mapa em cima), porque o território, de quase 330 mil quilómetros quadrados, é descontínuo: temos ainda Sabah e Sarawak, porções de terra que ficam mais ao sul, na Ilha de Bornéu, junto da Indonésia. Ou melhor, junto de uma parte da Indonésia, que por sua vez também existe aos pedaços com ilhas e mais ilhas. Mas nada de desesperos, pois muitos não desfazem essa confusão à primeira vista. Outro desafio sobre a Malásia é entender seu sistema político e sua diversidade religiosa. Dos treze estados, nove são sultanatos, e a cada cinco anos um dos sultões é escolhido como chefe de Estado. A maioria dos 23 milhões de habitantes é muçulmana (embora não do tipo linha-dura) e convive com hinduístas e budistas. Mas isto definitivamente não é tudo nem a parte mais interessante do que há para descobrir sobre a Malásia. Respire fundo! o país é coberto por uma das mais antigas e ricas florestas tropicais do planeta, tem praias perfeitas (equipadas, como toda praia perfeita, com resorts perfeitos), mergulho de primeira, artesanato lindo, uma gastronomia que em nada fica devendo às cozinhas mais famosas de outras partes do Sudeste Asiático e uma capital mais do que moderna, cujo nome é divertido de pronunciar: Kuala Lumpur. O melhor de tudo é que a Malásia ainda não é uma meca do turismo no pior sentido. É por tudo isto que partimos a descoberta desta País, ainda que confinados à parte peninsular. A expectativa é grande. Vamos começar pela grande Kuala Lumpur, Capital das torres sem fim, dos templos, das galerias, dos mercados, Kuala Lumpur é um endereço obrigatório do Oriente, uma lição de história (incluindo a ex-portuguesa Cidade de Malaca) e um banho na grande diversidade cultural que tanto marca a cidade. No plano está também o mais importante parque nacional da Malásia, o Taman Negara, para isso teremos de cegar a Kuala Tahan, cidade onde situa-se a entrada para o parque que se faz de barco. Diz-se que é floresta mais antiga do planeta, onde existem trilhos pela floresta, e pontes suspensas na copa das arvores. Aqui ainda vive uma das tribos aborígenes (Orang Asli) mais antigas deste continente. Daqui vamos para norte, já para perto da Indonésia para as Ilhas Perhentian. Contam que são um paraiso na terra, até porque são consideradas um santuário marítimo. Já tinha lido sobre estas lindas ilhas no nordeste da Malásia e fiquei cheio de vontade para ir. Aqui será o fim da nossa aventura, juntado um pouco de relax para retemperar forças para o regresso. Vamos ver se será possível ir juntando umas fotos elo caminho.Até breve.
Subscrever:
Mensagens (Atom)